5 pontos sobre Quaest de abril, que mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no 2º turno
Política

5 pontos sobre Quaest de abril, que mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no 2º turno

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Redação

16 de abril de 2026

4 min de leitura
 1º turno, 2º turno e avaliação do governo Lula

A pesquisa Quaest de abril, divulgada nessa quarta-feira (15), voltou a mostrar o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico em eventual segundo turno à Presidência nas eleições de 2026, com o senador numericamente à frente pela primeira vez. Lula teve 40% e o senador, 42%. Segundo Felipe Nunes, diretor da consultoria, o cenário reflete a piora na avaliação do governo e na percepção sobre a economia, pressionadas pelo preço dos alimentos e pelo endividamento das famílias. Na simulação de 1º turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 32%. Em terceiro lugar aparece Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que pontua 3%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Veja 5 pontos sobre a pesquisa: Flávio numericamente à frente de Lula Empate no 'medo' Lula não reverte piora na aprovação Desafio das dívidas Pessimismo econômico Flávio numericamente à frente de Lula Pela primeira vez no levantamento da Quaest, o senador Flávio Bolsonaro ultrapassou o presidente Lula numericamente em uma simulação de segundo turno. Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. O resultado configura um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Na pesquisa anterior, de março, Lula e Flávio estavam numericamente empatados, com 41%. De acordo com Nunes, os números de abril confirmam uma tendência de perda de vantagem do presidente, que em dezembro de 2025 estava dez pontos à frente do senador. Quaest: intenção de voto 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro Arte/g1

Empate no 'medo' "O empate no segundo turno também é um reflexo do empate no medo que cada um dos dois lados representa", afirma Nunes. Segundo a pesquisa, 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% afirmam temer a continuidade do governo Lula. Os dados também mostram uma divisão na rejeição tanto de Lula (55%) como de Flávio (52%). A pesquisa mediu ainda o quanto os eleitores estão decididos sobre seu voto, a seis meses das eleições de outubro. Responderam que a escolha é definitiva 57%, enquanto 43% disseram que ainda podem mudar o voto. Quaest sobre medo do eleitor em Lula ficar mais 4 anos ou Bolsonaro voltar à Presidência Arte/g1 Lula não reverte piora na aprovação De acordo com o levantamento, 52% desaprovam o governo Lula e 43% aprovam. A desaprovação vem em movimento de alta desde fevereiro, quando era de 49%. O indicador ainda está abaixo, no entanto, do ápice que atingiu em maio do ano passado, de 57%. Quaest: aprovação governo Lula em abril de 2026 Arte/g1 Entre os evangélicos, a desaprovação ao governo foi de 61% em março para 68% em abril, enquanto a aprovação passou de 33% para 28%. Em dezembro e janeiro, a desaprovação entre esse público era de 64%, foi para 61% em fevereiro e março e chegou a 68% este mês. Quando questionados sobre como avaliam o governo do petista, 42% dos entrevistados pela Quaest disseram ser de forma negativa; 31%, positiva; e 26%, regular. Desafio das dívidas A Quaest de abril mostrou que 72% dos entrevistados disseram ter dívidas – sejam elas poucas (43%) ou muitas (29%). Em maio de 2025 esse índice era de 65%. Quaest: você diria que tem muitas, poucas ou nenhuma dívida? Arte/g1 A maioria dos entrevistados (70%) declarou ser a favor de programas do governo federal que ajudem famílias endividadas. Outros 24% se disseram contrários e 6% não souberam ou não responderam. O Desenrola, programa do governo Lula para ajudar na renegociação de dívidas, é aprovado por 46% das pessoas ouvidas e desaprovado por 9%. Chama a atenção o fato de 45% dos entrevistados não conhecerem a iniciativa. Pessimismo econômico A percepção econômica negativa é impulsionada principalmente pelo custo de vida. O percentual de brasileiros que notou um aumento no preço dos alimentos saltou de 59% para 72% em apenas um mês. De acordo com Felipe Nunes, esse é o principal vetor do pessimismo, com 71% dos entrevistados relatando que seu poder de compra diminuiu em comparação a 2025. Para 50% dos entrevistados, a economia piorou nos últimos 12 meses – eram 48% em março e 43% em fevereiro. No levantamento atual, 27% acham que a economia ficou do mesmo jeito e 21%, que melhorou. Quaest: Economia nos últimos 12 meses (abril de 2026) Arte/g1

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