Bola parada resolve, mas digitais de Diniz aparecem com maior frequência
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Bola parada resolve, mas digitais de Diniz aparecem com maior frequência

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Redação

16 de abril de 2026

5 min de leitura
 A forma como os gols da vitória sobre o Santa Fé saíram é velha conhecida do torcedor. O potencial da bola parada aérea do Corinthians resolveu alguns jogos sob o comando de Dorival Junior desde o ano passado. Um olhar mais detalhado sobre a partida, no entanto, mostra que a equipe alvinegra começa a desenvolver os conceitos do estilo Diniz.

Talvez eles fossem mais bem executados com regularidade caso a condição física, depois da batalha que foi Dérbi, estivesse melhor. Dentro do cenário, porém, o saldo é extremamente positivo. O Timão foi melhor, mereceu vencer, e foi pouco ameaçado pelos colombianos. Garro confirmou o viés de crescimento com uma ótima atuação. Gustavo Henrique foi decisivo para o placar! Escalações Fernando Diniz repetiu a equipe que começou o clássico contra o Palmeiras. Memphis Depay seguiu como desfalque. Já Pablo Repetto não contou com o meia Velázquez. Toscano entrou para formar uma trinca de meio com Daniel Torres e Jhojan Torres. O experiente Rodallega foi o centroavante. Como Corinthians e Santa Fé iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo E da Libertadores 2026 Rodrigo Coutinho O jogo A etapa inicial na Neo Química Arena foi o primeiro tempo nos três jogos de Fernando Diniz em que foi possível observar de maneira mais extensa sua forma de organizar as equipes. Com mais posse em relação aos confrontos diante Platense e Palmeiras, o Timão tentou colocar em prática a maneira de atacar de seu novo treinador. O lado escolhido para que os jogadores se aproximassem foi prioritariamente o esquerdo. Os dois volantes e Breno Bidon se direcionaram ao setor com frequência. Se somaram a Garro - bastante participativo -, Kayke e Bidu. Por vezes, até Yuri Alberto gerava opção no setor, enquanto Matheuzinho dava amplitude ao time pela direita. O Santa Fé buscou compactar-se defensivamente para inibir a troca de passes tentada, mas nem sempre consegiu isolar os acessos às proximidades da sua área. Em menos de 15 minutos o Corinthians arrematou duas vezes. Mosquera fez defesas relativamente tranquilas em chutes de Yuri Alberto e Breno Bidon. Kayke e Garro participaram ativamente dos dois lances. Parecia faltar, no entanto, potência ao Corinthians. Do outro lado havia uma equipe forte fisicamente e bem organizada para se proteger, que vencia alguns duelos entre as intermediárias e não deixava a partida tomar um caráter de pressão forte dos donos da casa. A energia mais baixa pode ter a ver com o grande esforço feito no clássico contra o Palmeiras, quando terminou com nove em campo. Yuri Alberto em Corinthians x Santa Fé Marcos Ribolli Algumas decisões equivocadas e erros técnicos, naturais pelo pouco tempo sob o novo modelo, proporcionaram contragolpes ao Santa Fé. Rodallega era o alvo. Ele finalizou duas vezes na 1ª etapa, uma delas com perigo. Hugo Souza pegou em dois tempos. Outro detalhe que talvez se explique por desgate é a pouca capacidade de pressão na saída de bola colombiana. Isso deu algum conforto quando o Santa Fé queria reter a posse para esfriar o jogo. Fez isso com Daniel Torres, o mais técnico de seus meio-campistas. Garro esteve presente em outros dois lances de bola parada que merecem destaque. Cobrou uma falta espalmada por Mosquera, e bateu um escanteio que quase terminou em gol de Gustavo Henrique de cabeça. A intensidade alvinegra cresceu nos primeiros minutos do 2º tempo. O time conseguiu ter movimentos dinâmicos e consequentemente iludir a marcação colombiana com maior frequência. Raniele trabalhou um pouco mais preso na ''saída de três'', liberando Matheus Bidu em alguns movimentos por dentro. Bidu e Matheuzinho obrigaram Mosquera e fazer duas boas defesas em chutes da entrada da área. No escanteio gerado por uma delas, Garro achou Gustavo Henrique na segunda trave e ele escorou para Raniele marcar livre na pequena área. André em Corinthians x Santa Fé Marcos Ribolli Por mais que o Santa Fé tenha levado perigo em uma boa descida do lateral Mafla pela esquerda, logo depois do gol de Raniele, o Corinthians não abriu mão da ideia de controlar o jogo com a bola. A agressividade, porém, caiu naturalmente. O time só voltou a assustar depois dos 20 minutos, em belo passe de Garro para Yuri Alberto, que bateu na rede pelo lado de fora. Após a parada para reidratação, o time de Bogotá buscou marcar mais tempo dentro do campo corintiano. Isso fez com que a posse de bola crescesse e as ações nas imediações da área fossem mais frequentes. Diniz só foi fazer as primeiras mexidas perto dos 30 minutos. Carrillo e Allan entraram nos lugares de Breno Bidon e Raniele. Já Repetto botou o Santa Fé ainda mais pra frente ao sacar o meio-campista Jojhan Torres e o ponta Omar Fernández para as entradas dos atacantes Edwin Mosquera e Fagundez. O Corinthians, por sua vez, não deixou as mexidas fazerem efeito. Em nova bola parada, a conexão Garro-Gustavo Henrique funcionou, e o zagueiro finalizou de voleio diretamente para o fundo da rede. Diniz fez mais três trocas para dar ritmo a alguns reservas e oferecer um pouco de descanso a Garro, Yuri Alberto e Kayke. O Corinthians terminou o jogo mais perto de marcar o terceiro, novamente na bola parada, do que levar o gol de honra do Santa Fé. Gustavo Henrique encerrou a noite com quatro finalizações e uma assistência.

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