Dólar tem leve alta e fecha a R$ 4,99 com cautela sobre a guerra no Oriente Médio; Ibovespa cai
Economia

Dólar tem leve alta e fecha a R$ 4,99 com cautela sobre a guerra no Oriente Médio; Ibovespa cai

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Redação

16 de abril de 2026

6 min de leitura
 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em leve alta de 0,02% nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 4,9928. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 196.819 pontos. O movimento reflete a cautela dos investidores diante de sinais contraditórios sobre o rumo da guerra no Oriente Médio. Há expectativa por novas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, enquanto os discursos de Donald Trump e de autoridades iranianas seguem desalinhados. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Trump afirmou que o Irã concordou em não desenvolver nem possuir armas nucleares por mais de 20 anos. O país, porém, não confirmou a cláusula e, segundo a rede de TV Al Jazeera, do Catar, apresentou uma contraproposta que prevê a interrupção parcial do programa nuclear. ▶️ Paralelamente, o presidente dos EUA afirmou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias. A trégua, segundo ele, incluiria o Hezbollah — grupo financiado pelo Irã —, que Israel diz ser alvo de seus ataques no território libanês. ▶️ O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o cessar-fogo. Já o governo libanês não havia se posicionado até esta tarde, enquanto o Hezbollah afirmou que qualquer trégua deve excluir a presença de tropas israelenses. ▶️ Diante do cenário, os preços do petróleo subiam nesta quinta-feira. O tipo Brent, referência internacional, avançava 3,36% por volta das 16h, a US$ 98,12 por barril. Já o petróleo americano (WTI) registrava alta de 2,30%, a US$ 93,39. ▶️ Na agenda econômica, o destaque no Brasil foi a divulgação do IBC-Br, indicador considerado uma espécie de “prévia do PIB”. O índice subiu 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste sazonal, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,47%. ▶️ No exterior, os EUA divulgaram os pedidos semanais de auxílio-desemprego, que caíram 11 mil, para 207 mil, na semana encerrada em 11 de abril. Também saíram os dados da produção industrial de março, que recuou 0,5%, abaixo das previsões. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar

a Acumulado da semana: -0,37%; Acumulado do mês: -3,59%; Acumulado do ano: -9,03%. 📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,26%; Acumulado do mês: +4,99%; Acumulado do ano: +22,15%. Guerra no Oriente Médio A menos de uma semana do fim do prazo de um cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a elevar o tom em meio a negociações delicadas para evitar uma escalada ainda maior do conflito. As tensões aumentaram após o fracasso das conversas realizadas no último sábado (11), em Islamabad, no Paquistão. Desde então, os dois países passaram a trocar ameaças enquanto tentam manter aberta a possibilidade de uma nova rodada de negociações. Na véspera, o governo de Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio, segundo o jornal "The Washington Post". A movimentação é interpretada como uma tentativa de aumentar a pressão sobre Teerã antes de eventuais novas conversas mencionadas pela Casa Branca. Apesar da escalada militar, surgem também sinais de movimentação diplomática na região. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve se reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou nesta quinta-feira (16) a ministra israelense de Inovação e integrante do gabinete de segurança política, Gila Gamliel. Caso ocorra, será o primeiro encontro direto entre líderes dos dois países em décadas. Em paralelo, autoridades iranianas indicaram um possível gesto de distensão nas negociações com os EUA. Segundo informações da Reuters, Teerã sugeriu que poderia permitir a passagem livre de navios pelo lado do Estreito de Ormuz localizado em águas de Omã, desde que seja alcançado um acordo para evitar um novo conflito. De acordo com uma fonte informada por Teerã, o Irã poderia permitir que navios utilizem o lado da hidrovia situado em águas de Omã sem interferência iraniana. A iniciativa representa um afastamento das propostas mais duras discutidas anteriormente por autoridades iranianas, que incluíam cobrar taxas de navios que atravessassem o estreito ou impor controle direto sobre a passagem — medidas criticadas pelo setor global de navegação por possível violação de convenções marítimas. Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o tráfego na região tem sido fortemente afetado. Centenas de petroleiros e outras embarcações permanecem retidos no Golfo Pérsico, provocando uma das maiores interrupções já registradas no fornecimento global de petróleo e gás. Agenda econômica Prévia do PIB O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) — indicador considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) — registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, já com ajuste para efeitos sazonais. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira. O resultado veio acima das expectativas do mercado. Em pesquisa da Reuters, economistas projetavam um crescimento de 0,47% no mês. Na comparação com fevereiro do ano passado, o indicador apresentou queda de 0,3%. Já no acumulado em 12 meses, o IBC-Br registra alta de 1,9%, segundo dados sem ajuste sazonal. Mercados globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta. O Dow Jones avançou 0,24%, aos 48.578,60 pontos, o S&P 500 subiu 0,23%, aos 7.039,37 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,36%, aos 24.102,70 pontos. Na Europa, as principais bolsas fecharam sem direção única. O índice STOXX 600, que reúne empresas de diversos países do continente, recuou 0,05%, aos 616,96 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29%, para 10.589,99 pontos. O CAC 40, da França, recuou 0,14%, aos 8.262,70 pontos, enquanto o DAX, da Alemanha, subiu 0,36%, para 24.154,47 pontos. Na Ásia, a maioria dos mercados encerrou o pregão em alta. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,7%, aos 26.394,26 pontos, e o índice de Xangai subiu 0,7%, para 4.055,55 pontos. No Japão, o Nikkei saltou 2,4%, fechando em 59.518,34 pontos, um novo recorde. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 2,2%, para 6.226,05 pontos. Parte desse movimento também foi influenciada por dados econômicos da China, que indicaram crescimento de 5% no primeiro trimestre. Apesar disso, analistas apontam que o desempenho das exportações chinesas pode enfrentar desafios nos próximos meses, diante da desaceleração da economia global. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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